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Entrevista: Jorge Santos – Processamento Digital

GEO EntrevistaEstamos iniciando uma nova série aqui em nosso site. Será uma rodada de entrevistas com profissionais da área de Geotecnologias que atuam em várias regiões do Brasil e do mundo. Eles vão contar um pouco de sua história no mercado de trabalho, dar sua opinião pessoal sobre o cenário do Geoprocessamento onde vivem. O primeiro entrevistado é Jorge Santos, que trabalha no Rio de Janeiro e é autor do blog Processamento Digital.

Jorge SantosJorge Santos é casado, tem 37 anos, é estudante de Geografia, e trabalha diretamente com aplicações ligadas ao Sensoriamento Remoto e Geoprocessamento. Sua profissão atual é Técnico em Geodésia e Cartografia no Rio de Janeiro. E-mail: [email protected]

1. Há quanto tempo você trabalha com Geotecnologias e como foi seu primeiro contato com esta área tão empolgante?

Trabalho com Geotecnologias há cinco anos. A vaga do primeiro emprego era para trabalhar com Sensoriamento Remoto. A demanda do setor de Produção de Dados era grande e a empresa tinha interesse em contratar uma pessoa para trabalhar com imagens e auxiliar nas consultas. A ciência – Geotecnologias – era nova pra mim, mas tive oportunidade de trabalhar com os melhores.

Eu já tinha um conhecimento intermediário sobre aplicativos gráficos para tratamento de imagens, então não foi difícil cuidar dessa parte. O desafio foram as consultas. As consultas são relatórios sobre uma determinada área de interesse especificada por um cliente. O meu trabalho seria coletar todas as informações sobre mapeamento por satélite nessa área específica. Foi nessa função que aprendi a lógica das principais ferramentas de Geoprocessamento em riqueza de detalhes. Foi muito produtivo por sinal.

2. Você fez algum curso na área de Geoprocessamento? Em caso positivo, onde? Pode mencionar algumas das características do curso?

Bem, eu aprendo rápido. Quando fui fazer o curso de ArcGIS, eu já dominava as principais ferramentas do mercado, pois os softwares são meras ferramentas. Se você domina a lógica, você pode utilizar a mesma ferramenta em qualquer programa.

O curso de ArcGIS que fiz foi na Academia GIS da Imagem. Foi um curso intensivo, cinco dias por semana, oito horas por dia. Lá você aprende as principais funcionalidades do programa de SIG da ESRI.

3. Qual sua visão sobre o cenário atual das Geotecnologias no Brasil? Considera que há boas perspectivas para os profissionais? E no estado do Rio de Janeiro, como anda este mercado?

Com certeza há grandes expectativas para o mercado de Geotecnologias no Rio de Janeiro e no Brasil, porém a questão é: estamos preparados? Com o rápido avanço tecnológico, não podemos perder a capacidade de aprendizado. O sucesso de uma pessoa depende do seu preparo e das oportunidades que vão surgir. O mercado é exigente.

4. O que você acha que seja fundamental para que um profissional consiga um bom espaço no mercado de trabalho em Geoinformação?

Todos os profissionais envolvidos com Geotecnologias precisam saber que é fundamental desenvolver um bom relacionamento com outras áreas do conhecimento dentro e fora do ambiente corporativo. Por exemplo, para construir um plano diretor para uma cidade, uma prefeitura precisa gerenciar uma gigantesca força tarefa de profissionais de diversas áreas como topógrafos, geógrafos, biólogos, geólogos, engenheiros e advogados, entre outros.

Trazendo isso para o dia a dia, posso garantir que a associação do conhecimento técnico com à capacidade de relacionamento com clientes, parceiros e companheiros de trabalho certamente é a chave para o sucesso pessoal e profissional, portanto, construa pontes e procure evitar ao máximo o isolamento.

5. Com quais softwares para Geoprocessamento você tem trabalhado, desde o início de sua carreira até hoje (comerciais e livres)?

Softwares SIG

A lista é grande: ArcGIS, ERDAS, ENVI, PCI GeoMatics, Quantum GIS, SPRING, TerraView, gvSIG, Kosmo, GlobalMapper, INPHO, entre outros.

6. Atualmente você trabalha em uma empresa privada. Comente um pouco de como as Geotecnologias estão diretamente envolvidas com este trabalho.

Eu trabalho com Sensoriamento Remoto no Processamento Digital de Imagens. Existe uma boa quantidade de satélites artificiais para uso comercial e algumas empresas comercializam as imagens desses sensores. As aplicações são extensas: uso e ocupação do solo, agricultura, planejamento urbano, estudo de impactos ambientais, prevenção de desastres, etc. Entidades privadas e órgãos governamentais são os principais interessados nesse tipo de produto.

7. O que você diria sobre as potencialidades do uso de softwares livres para Geoprocessamento em ambiente de produção (projetos de grande porte)?

Os softwares livres cresceram muito de 2007 pra cá. Algumas empresas ainda preservam uma certa resistência devido à questões de suporte, mas o contraponto tem surgido de uma comunidade ativa na Web. Esses entusiastas tem chamado atenção dessas empresas.

Na verdade não existe uma batalha no mercado entre software livre e software proprietário, eu admito a existência de manifestações defensáveis nos dois lados no campo ideológico restritas a certas atividades, mas não vai além disso. O software livre é uma realidade. A Microsoft ou a ESRI sabem disso e já saíram na frente. Se você tem o ArcGIS 10.1 instalado no computador, provavelmente vai ser instado a utilizar o gvSIG ou o Quantum GIS a qualquer momento, não tenha dúvidas sobre isso.

8. Sabemos que você já por algum tempo tem procurado implantar a cultura do uso de softwares livres para Geoprocessamento na instituição onde você tem trabalhado. Que desafios tem encontrado neste processo?

Eu gosto da proposta da Web no seguinte sentido: tudo o que é positivo e legal deve fluir sem restrições. O conhecimento não pode ser restrito à esfera acadêmica ou sob a tutela de poucos, ele precisa fluir. Foi por isso que criei um espaço na Web com o propósito de fornecer gratuitamente informações sobre processos de informações geoespaciais no computador, por isso o nome “Processamento Digital”.

Processamento Digital

Inicialmente veio de uma vontade incontrolável de documentar e compartilhar minhas descobertas do cotidiano, mas não pode parar por aí. No processo de construção do conhecimento, você chega a conclusão que visualizar uma árvore no bosque é importante, mas o ideal é adquirir a visão da floresta.

9. Você gostaria de fazer algum comentário adicional sobre o tema de nossa entrevista?

Gostaria de deixar alguns conselhos. Alguns jovens pensam que não vão conseguir lutar para se profissionalizar, outros dizem que não podem. Ambos dizem isso até chegarem no mercado de trabalho, o lugar onde os desafios se multiplicam. No fim, seremos lembrados pelo que somos: pessoas. Temos limitações, mas precisamos superar todas. Por isso, não se atemorize diante das barreiras e dificuldades. Ou seja, siga em frente, associe-se aos vencedores. Certamente você vai conseguir conquistar o seu espaço.

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O que vocês acharam da entrevista do Jorge Santos? Deixem seus comentários, inclusive com perguntas adicionais para nosso entrevistado.

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