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Dúvidas Comuns sobre SIG: Arquivos PRJ

Hoje começamos uma nova série de postagens aqui no blog: Dúvidas comuns sobre SIG! Será um conjunto de postagens que abordarão dúvidas conceituais sobre SIG bem como dicas para contornar alguns problemas. Na matéria de hoje iremos ter como assunto um tipo de arquivo que costuma ser motivo para dor de cabeça em muita gente.

Você sabe o que são e para que servem os arquivos de extensão PRJ (*.prj) em ambiente SIG?

Desde já aproveito para convidar os leitores à conferir a sequência desta série. Você também pode sugerir temas para os próximos conteúdos a ser abordados.

OS ARQUIVOS SHAPEFILE

Antes de falar em arquivos PRJ é importante falarmos em shapefiles. Embora sejam conhecidos por praticamente todos os profissionais que trabalham com SIG por ser um formato a bem dizer universal, não custa lembrar o que é um arquivo shapefile.

Os arquivos shapefiles (comumente chamado de shape) são nativos dos programas da família ArcView/ArcGIS, da empresa norte americana ESRI. Eles armazenam dados geográficos no formato vetorial, podendo ser do tipo ponto ou linha ou polígono.

Um shape é formado por um conjunto de arquivos de mesmo nome mas diferentes extensões, alguns básicos (obrigatórios) e outros opcionais. São arquivos 100% obrigatórios os de extensão *.shp, *.shx e *dbf. Dizemos que estes são totalmente obrigatórios pois ao tentar visualizar estes dados em um programa de SIG tal como Quantum GIS ou gvSIG, por exemplo, sem a presença dos três em um mesmo diretório, os softwares não conseguem fazer a leitura, considerando o arquivo como estando corrompido.

Para entender melhor, suponha que numa mesma pasta estejam gravados os seguintes arquivos: fazenda.shp, fazenda.shx e fazenda.dbf. Caso você mova de diretório, renomeie ou exclua um ou dois destes arquivos, programas como os citados no parágrafo acima não reconhecerão o shapefile.

Já no caso onde se pretende utilizar como software de SIG o ArcMap (ESRI), por exemplo, para visualizar os três arquivos nomeados de fazenda mesmo com as devidas extensões na mesma pasta, haverá uma mensagem informando que o shapefile está sem referência espacial. Ai é que entra a importância dos arquivos PRJ.

O QUE SÃO ARQUIVOS PRJ

Para o caso citado acima é necessário ter um quarto arquivo. Seguindo o exemplo, nomeado fazenda.prj. Somente assim o shapefile será reconhecido como estando referenciado espacialmente. Mas o que é esse arquivo PRJ?

É um arquivo de texto que descreve o sistema coordenadas/projeção cartográfica do dado geográfico shape. Abaixo você pode conferir um exemplo do conteúdo desse tipo de arquivo:

GEOGCS[“SAD69”,DATUM[“South American Datum 1969”, SPHEROID[“GRS 1967”, 6378160.0, 298.247167427, AUTHORITY[“EPSG”,”7036″]], TOWGS84[-66.87, 4.37, -38.52, 0.0, 0.0, 0.0, 0.0], AUTHORITY[“EPSG”,”6291″]], PRIMEM[“Greenwich”, 0.0, AUTHORITY[“EPSG”,”8901″]], UNIT[“DMS”, 0.00000484813681109536], AXIS[“Geodetic longitude”, EAST], AXIS[“Geodetic latitude”, NORTH], AUTHORITY[“EPSG”,”4291″]]

Note que é no arquivo PRJ onde são explicitados parâmetros como sistema de unidades, DATUM, etc. Com certeza esse arquivo é fundamental para quem trabalha com SIG. É digno de nota que softwares livres como o Quantum GIS e o uDig já possuem a funcionalidade de ao reprojetar shapefiles criar também o arquivo PRJ.

ONDE OBTER ARQUIVOS PRJ

Uma dica para quem desejar armazenar arquivos PRJ de diferentes projeções para uso futuro (bastanto apenas copiar o arquivo com o sistema adequado para pasta onde estão os shapefiles) é fazer uso do seguinte site:

Spatial Reference

Essa matéria ajudou você a tirar algum dúvida sobre arquivos shapefile ou PRJ? Fique à vontade para comentar sobre o que achou desta matéria. Aproveito para o convidar a ler as seguintes matérias que ampliam o assunto de hoje:

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